sexta-feira, 28 de maio de 2010

tem poesia e música na Doca


O poeta Rui do Carmo avisa:
na segunda-feira dia 31/05, no SESC da DOCA, tem música com o Adamor do Bandolin e poesia com o os poetas do Extremo Norte, pelo projeto Sons e Versos, a partir das 19h. Não faltem, será imperdível!
Eu vou.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sonhos


O Que é Real

A cena era de brinquedo

Azul clara

Calada

Fugaz

Breve

Um episódio de rica ilusão

E por ser assim

Jamais pensei

Que me doesse tanto

Era a quimera

Sem me esperar

Sem me falar

Indo que indo

Para os lados

Indesejados da razão

segunda-feira, 24 de maio de 2010

relógio


O relógio
Marca a hora
Marca a hora
A hora, ora
Hora de te ver

mama África


http://raimundosodre.blogspot.com/

jazz


Pedreira Jazz Pedra Noventa

Na Pedreira
Ao pôr do sol
Bate um vento forte
Que vem lá do igarapé do Zé

Na Pedreira, a noite chega
Com o vento dando
Fagueiro, serelepinho
Pelos corredores
E passagens escondidas

E vem trazendo
O som do jazz
Pro balcão Pedra 90

E tome um gole gelado
E tome outro
Que no coração-brisa
Do igarapé do Zé
Nasce um pé de vento

Na Pedreira, sol-posto
Corre um vento irrequieto
Trazendo o som do jazz
Pro balcão

E tome um gole gelado
Que lá do igarapé do Zé
Todo dia
A essa horinha
Vem voando
O som do jazz
Pro balcão Pedra 90

Na Pedreira, ao entardecer
As meninas passeiam
Pelo canteiro da Marquês
E o vento dando
Fagueiro, serelepinho
Os moleques perdem-se
varando as cercas dos quintais
E o vento dando
Fagueiro, serelepinho
Os beijos estalam
Dos lábios infantis
Com gosto de camapu
E o vento dando
Fagueiro, serelepinho
Na memória da Pedreira
Sopra a ilusão
Que vem lá do igarapé
Do Zé
Trazendo o som do jazz
Pro balcão Pedra 90

sábado, 22 de maio de 2010

Meu violão, meu amigo

(foto de Amaranta Maria)

"Tudo é sertão,
tudo é paixão
Se o violeiro toca


A viola, o violeiro
E o amor se tocam" (Almir Sater/Renato Teixeira)

sexta-feira, 21 de maio de 2010


ENTREGA

Ela te diz
E diz quase sem querer
Sem dor

E se te trai
Não é pela cruz
Nem pela espada
(Mas pelo ódio de outrora)

Livra-te dela
Que te deseja (entregue)
Sobre a mesa
De vidro espelhado

Pergunte se ela, algum dia,
Te amou
E por quantas vezes
Será possível
O perdão

E o porquê do sangue
pedir sempre pra jorrar
Da palidez desavergonhada
De minha face

Ame-a
Enquanto meu cansaço admite
Que

De minhas vestes
Resta o lado dolorido
De teus cuidados
Escarro vermes coloridos
De meu futuro
De teu futuro
Compro cartas
Faço jogos
Traio a massa
Cresço louco
(*com ilustração emprestada do cartunista Glauco)